Novo valor do salário mínimo no Paraná

O Conselho Estadual do Trabalho do estado do Paraná, responsável por regulamentar, entre outros temas, o piso salarial para o funcionalismo do estado, recebeu três propostas da Secretaria do Trabalho. Os valores para reajuste, que ainda estão sob análise, refletem três possibilidades diferentes de cálculo para o reajuste do novo valor do salário mínimo no Paraná.

Mesmo assim, independentemente da alternativa escolhida, o novo valor será projetado bastante acima da inflação oficial, que em 2013 ficou em 5,56%. As propostas são:

Reajuste de 8,97% – esse valor é a média da variação do salário, nos últimos 12 meses, de admissão entre as empresas que também admitem o salário mínimo regional (lembrando que esta fórmula normalmente é calculada para o funcionalismo público).

Reajuste de 9,19% – Este número é fruto da soma do Índice de atividade econômica do Paraná, somado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é considerado como a Inflação.

Reajuste de 9,56% – o mais alto dos valores, é fruto da média do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos últimos três anos, somado ao INPC.

Todas estas hipóteses de configuração estão sob análise.

O segredo novo valor do salário mínimo no Paraná

Novo valor do salário mínimo no Paraná

Mas o trabalhador que terá seu salário reajustado não pode tirar conclusões precipitadas sobre este aumento, muito menos acreditar em bondade política. Existem diversas razões para o valor do piso regional não estar alinhado com o valor nacional, definido pelo ministério do trabalho.

A primeira razão está no próprio custo de vida. Em São Paulo, onde o piso ultrapassa os R$ 800, o custo de vida é extremamente alto, o que justifica tal adoção. O valor paulista e paranaense, por exemplo, seriam muito altos para estados do norte e nordeste, com custos de vida mais baixo – e vice-versa.

Além do mais, o trabalhador precisa ter em mente que o valor é corrigido de acordo com o INPC, que mede justamente a perda de compra do dinheiro em circulação. Os 5,56% da inflação não podem ser contados como aumento, já que é fruto do desgaste que a moeda no ano anterior.

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